Agora é oficial! Eduardo Paes (PSD) passou o bastão ao seu sucessor, Eduardo Cavaliere (PSD), o novo prefeito do Rio aos 31 anos. A cerimônia aconteceu nesta sexta-feira (20), no jardim do Palácio da Cidade, em Botafogo, com ampla presença de autoridades, políticos, líderes religiosos e outros convidados.
Paes deixa o cargo em seu quarto mandato para disputar o governo do estado nas eleições de outubro. A renúncia atende à legislação eleitoral, que exige que ocupantes de cargos do Executivo se afastem seis meses antes das eleições para concorrer a outro cargo.
Convidados de honra e brinde a companheiros de vida
O jardim ganhou um tablado de madeira, dois telões e cadeiras para autoridades, com secretários, vereadores e deputados estaduais e federais na primeira fila. O evento também contou com apresentações de artistas de peso, além das velhas guardas de várias escolas de samba — começando, claro, pela Portela, agremiação de Paes.
Sob gritos de “governador”, Paes iniciou seu último discurso relembrando toda a sua trajetória à frente da prefeitura. Também fez uma homenagem especial a companheiros de longa data: o deputado federal Pedro Paulo (PSD), o secretário municipal de Esportes e Lazer, Guilherme Schleder, e o presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), Luiz Antonio Guaraná.
Paes volta a atacar a gestão de Cláudio Castro
Além disso, começou a dar o tom de sua campanha ao Palácio Guanabara, com ataques claros ao governo Cláudio Castro (PL), ao retomar a denúncia de politização das forças policiais que levantou após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD).
“A gente não pode mais permitir a infiltração do crime na política e a politização das forças policiais — problemas centrais e condicionantes da grave crise que enfrentamos na segurança pública. Enquanto as instituições estaduais se corroem, a violência sufoca nossa paz e ceifa vidas inocentes, manchando com sangue e lágrimas a nossa bandeira. Basta”, enfatizou.
‘Chega de incompetência e omissão’
E completou, dizendo que seu objetivo é “salvar o Estado do Rio”.
“As nossas favelas não podem mais viver sob o jugo de criminosos. As nossas famílias não aguentam mais caminhar amedrontadas pelas ruas. Chega de incompetência e omissão na segurança pública, chega de incompetência e omissão na gestão dos recursos do Estado na saúde, educação e previdência. Nós não podemos permitir que o nosso estado seja destruído”, finalizou.
Em seguida, como ocorre todos os anos com o Rei Momo no mesmo local, na abertura do carnaval, Paes entregou a chave da cidade a Cavaliere. O jovem já havia assinado o livro de posse na Câmara de Vereadores mais cedo, ao lado do presidente do Legislativo, Carlo Caiado.
Paes já concorreu duas vezes ao Palácio Guanabara
Esta é a terceira vez que o cacique carioca busca voos mais altos no governo do estado.
Sua primeira tentativa foi nas eleições de 2006, pelo PSDB. Aos 36 anos, o jovem deputado federal pelo Rio surgiu como aposta dos tucanos, mas terminou em quinto lugar, com 5,3% dos votos. Quem venceu a disputa foi Sérgio Cabral, então no PMDB, com 41,42% dos votos, e que convidou Paes para assumir a Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Turismo.
Nas eleições de 2018, sua segunda tentativa terminou com gosto amargo. Na época, já prefeito e com alta aprovação pelo sucesso das Olimpíadas de 2016, Paes concorreu pelo DEM e era favorito em todas as pesquisas. Contudo, foi derrotado no segundo turno pelo azarão Wilson Witzel, do PSC, que obteve 59,87% dos votos contra 40,13% de Paes.

