Um relatório da Polícia Civil revela que a cúpula do Comando Vermelho (CV) planejava um atentado contra o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes. A motivação seria uma retaliação à morte de Wagner Barreto de Alencar, conhecido como “Cachulé”, baleado durante uma operação policial realizada em 16 de janeiro, na Ilha do Governador.
De acordo com as autoridades, o plano foi arquitetado em um encontro com os principais líderes da facção criminosa, que já haviam feito um levantamento detalhado do endereço e dos hábitos de Menezes. O Relatório de Inteligência (Relint) foi elaborado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
Facção está de olho em Marcelo de Menezes desde 2017
Entre os citados estão traficantes da “Tropa do Urso”, braço do CV: Edgar Alves de Andrade (“Doca” ou “Urso”), Carlos da Costa Neves (“Gadernal”) e Luciano Martiniano da Silva (“Pezão”).
No documento, os criminosos também apontam que Menezes, desde sua gestão à frente do 17º BPM (Ilha do Governador), entre 2017 e 2019, tem um histórico de atuação focado no combate às atividades do Comando Vermelho. Por isso, junto com a reação à morte de “Cachulé”, o secretário teria sido escolhido como alvo pela cúpula da facção.

