Com o novo decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD), que altera regras da divisão armada da Guarda Municipal do Rio, a saída do delegado Brenno Carnevale do cargo de diretor-geral da corporação parece só questão de tempo. Diante disso, servidores já iniciaram uma campanha interna para definir quem querem ver na cadeira de alto escalão da prefeitura.
Entre os principais nomes estão o guarda Willian da Silva Rosa Franca e Ramon Pires Carnaval Barbosa, subsecretário de Planejamento da Secretaria de Ordem Pública (Seop), à qual a divisão está vinculada. O martelo, porém, só deve ser batido na próxima semana.

A mudança ocorre porque o novo decreto, publicado nesta sexta-feira (20), alterou a regulamentação da Força Municipal após a Polícia Federal (PF) negar o porte de armas aos agentes, apontando irregularidades na composição da tropa. Agora, todos os cargos em comissão da divisão armada devem ser ocupados por guardas de carreira.
Se não for comandante, será secretário
Acontece que Carnevale não é servidor de carreira da Guarda e, portanto, não se enquadra no que prevê o decreto e a legislação federal. Delegado de polícia mais jovem do país, aos 22 anos, ele assumiu a Seop e, mais tarde, foi escolhido pelo prefeito para comandar a corporação.
Mas o rei não deve perder toda a majestade.
Nos bastidores, circula que poderá ser criada uma secretaria específica para a divisão, mantendo Carnevale como secretário, cargo que não exige vínculo de carreira. Assim, um novo nome da própria corporação ficaria com o comando operacional da Força Municipal, enquanto o delegado ficaria à frente da pasta.

