A transferência de atos judiciais para cartórios do Rio gerou economia de R$ 62,4 milhões aos cofres públicos em 2025. O dado consta na 7ª edição da revista Cartório em Números, levantamento que mede os impactos da chamada desjudicialização em serviços como inventários, divórcios e reconhecimentos de paternidade.
Segundo a Associação dos Notários e Registradores do Estado do Rio de Janeiro (Anoreg/RJ), permitir que esses procedimentos sejam resolvidos diretamente em cartório acelerou a solução de demandas e contribuiu para que o Judiciário fluminense iniciasse 2026 com o menor volume de processos dos últimos seis anos.
Os inventários lideram a economia. Foram 18.434 atos realizados fora da Justiça, com impacto estimado de R$ 43,6 milhões. Já os divórcios extrajudiciais somaram 6.498 registros, com redução de custos calculada em R$ 15,3 milhões.
A entidade destaca que a ampliação da desjudicialização tem efeito direto na eficiência do sistema, ao aliviar a sobrecarga do Judiciário, reduzir despesas públicas e dar mais agilidade a procedimentos que antes dependiam exclusivamente de decisão judicial.
Com informações de O Globo.

