Pouco mais de um ano após o crime, a Polícia Civil do Rio concluiu, nesta quinta (19), o inquérito sobre a morte do vereador Silmar Braga de Souza, de Magé, e indiciou um dos suplentes da Câmara, Mário Gentil. Preso desde dezembro, Mário é apontado como mandante do assassinato, que aconteceu em janeiro de 2025.
Além do suplente, a Polícia também indiciou Gutemberg Andrade de Santana — responsável, segundo a investigação, pelos disparos que mataram o vereador. O executor é alvo de um mandado de prisão e está foragido. O inquérito também concluiu que o crime foi premeditado; os autores teriam estudado dados da vítima para planejar a execução.
Vereador foi morto na porta de casa em Magé
O vereador foi morto na porta de casa, no bairro Jardim Nova Marília. Segundo relatos dos moradores, ele era, há muitos anos, uma figura política conhecida da região onde morava. Mário Gentil, o suplente, também teria o bairro em Magé como reduto eleitoral e estaria disputando influência política na região, o que teria motivado o crime.
Silmar foi eleito pelo PP em 2024. Gentil, que concorreu pelo Solidariedade, acabou não garantindo uma vaga na Câmara de Magé por 15 votos. Como os dois eram de coligações diferentes, a morte de Silmar não garantiu uma vaga para o suplente.
Segundo a Polícia, o acusado insinuou, em depoimento, que o crime teria ligação com o tráfico de drogas. O inquérito, no entanto, não identificou qualquer relação entre a morte de Silmar e organizações criminosas. A região é alvo da atuação de grupos milicianos.

