A sentença do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenando, nesta quarta-feira (04) o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) José Gomes Graciosa a 13 anos de prisão e — principalmente — à perda do cargo público, deu a partida na corrida pela vaga do homem e sacudiu a política do Rio.
Representando o Palácio Guanabara, Rodrigo Abel, secretário-chefe do Gabinete do governador Cláudio Castro, já está há tempos na linha de largada. Pela Assembleia Legislativa, segue Rodrigo Amorim (União), líder do governo. E, representando o gigante PL na disputa, surge o prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli, irmão do agora influente presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli.
Para acalmar os corações ávidos por um lugar quentinho na Praça da República (e por um emprego vitalício), é bom lembrar que a vaga de Graciosa é só a primeira das três que estão para abrir.
A maior disputa, mesmo, deve ser quem vai primeiro: se é Abel, cuja indicação já estava negociada entre o governo e o legislativo; ou o recém-poderosíssimo integrante da família Delaroli.
Vaga no TCE vira moeda de troca na briga pelo mandato-tampão de governador
É bom lembrar que há uma negociação paralela em curso, para a escolha do candidato governista que vai disputar, em eleição indireta promovida pela Alerj, o comando do Palácio Guanabara até dezembro.
Nas rodas da política do Rio, ninguém duvida que a vaga no Tribunal de Contas virou uma moeda — para lá de valiosa — na queda-de-braço entre o governador e a cúpula do seu partido.

