Um policial militar se entregou à Polícia, nesta quinta-feira (05), durante uma operação que mira suspeitos de envolvimento com homicídios ordenados pela máfia do cigarro no Rio. Identificado como Daniel Figueiredo Maia, o agente é acusado de coletar dados para monitorar uma das vítimas da máfia, coordenada pelo contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, que é patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.
A ação cumpre quatro mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento com a execução de Fabrício Alves Martins de Oliveira, que foi morto em 2022. A investigação aponta que a vítima já tinha trabalhado para Adilsinho em crimes relacionados com a máfia do cigarro. Após deixar o grupo criminoso, ele começou a trabalhar com caminhões de transporte de gelo.
Um dos caminhões da empresa da vítima foi usado para transporte de cigarros por outra pessoa, que pegou o veículo emprestado. Segundo as investigações, Adilsinho achou que o ex-comparsa estaria vendendo cigarros ilegalmente sem autorização do grupo criminoso e pediu a morte de Fabrício. O sócio dele na empresa de caminhões também foi morto em 2022.
Adilsinho segue foragido e nega envolvimento com a máfia do cigarro
Adilsinho é um dos alvos da operação desta quinta, mas segue foragido. Na semana passada, a Justiça do Rio acolheu um pedido do Ministério Público e o tornou réu pelo crime. Ele é alvo de outros três mandados de prisão.
Mesmo assim, o contraventor nega em nota qualquer envolvimento com os crimes e com a atividade da máfia do cigarro. Ele já disse não saber o motivo de seu nome ser vinculado aos casos e afirmou ter “confiança na Justiça”.
Outro alvo da operação, José Ricardo Gomes Simões, já estava preso. Ele teria participado do planejamento do homicídio. Além deles, agentes da Polícia Civil estão nas ruas para cumprir um mandado contra Alex de Oliveira Matos, acusado de participar da emboscada contra Fabrício. Ele também seguia foragido nesta manhã.

