Os deputados estaduais se reúnem nesta terça-feira (03), no histórico Palácio Tiradentes, às 14h, para dar início ao ano legislativo. Mas este não será igual àqueles que passaram. Não são esperados discursos provocadores, com ares de bravata. Também não terá governador no lugar de honra da mesa.
A cerimônia será conduzida pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL), já que o titular da posição, Rodrigo Bacellar (União), está afastado do cargo por determinação da Justiça. O governador Cláudio Castro (PL) está na Europa; o vice renunciou e o governador do momento, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro, está em Brasília. Até o fim da noite desta segunda, não havia representante indicado para honrar o nome do executivo na cerimônia.
Delaroli, fazendo jus à fama de ser avesso a qualquer tipo de aresta, trocou o tema da sessão inaugural. Inicialmente, os deputados iam dar a partida analisando o projeto do Executivo sobre a dívida bilionária com o município do Rio. Mas, numa edição extra do Diário Oficial, na tarde de segunda (2), o presidente em exercício trocou pela regulamentação do ICMS da Educação.
O fato de o prefeito Eduardo Paes (PSD), o mais forte pré-candidato a governador de oposição, ter comemorado a pauta nas redes sociais foi a pimenta do molho.
Pelo sim, pelo não, o presidente do comedimento voltou três casas. Prometeu retomar o tema, mas quando os holofotes estiverem desligados — ou menos potentes.
E assim deve caminhar o povo do Largo da Carioca neste 2026.
No que depender do presidente em exercício, a Alerj deve arquivar a ideia das CPIs bélicas
É ano eleitoral; as contas do estado não andam nada boas; os cofres públicos, de tão vazios, estão fazendo eco. Os governistas ainda não anunciaram formalmente seu candidato à sucessão de Castro — nem bateram o martelo sequer sobre quem vai disputar a eleição indireta, quando o atual dono da caneta deixar o palácio para concorrer ao Senado. CPIs bélicas parecem coisa do passado.
Ao que tudo indica, a Alerj vai seguir em velocidade de veleiro em dia de calmaria — seguindo a máxima de que o menos, até na política, às vezes pode ser mais.

