Sob nova direção, a Assembleia Legislativa (Alerj) pôs o pé no freio quando o assunto são comissões parlamentares de inquérito — que tanto barulho (e estrago) fizeram nos últimos anos.
Mas a banca de apostas do Largo da Carioca está aberta a palpites sobre até quando o presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL), consegue segurar os ímpetos fiscalizatórios de uma turma que não anda nada contente com o Palácio Guanabara.
Voltam ao alvo os contratos milionários do Proderj, e da pasta do Ambiente e Sustentabilidade.
Em pouco mais de um mês, Proderj projeta gastos de até R$ 411 milhões
Em setembro, deputados próximos ao presidente Rodrigo Bacellar (União) anunciaram a disposição de fazer uma devassa nas contas dos dois órgãos, em especial no Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado, o Proderj, autarquia subordinada à Secretaria de Transformação Digital.
Sob fogo cerrado, o governo do estado determinou que o órgão encerrasse as licitações em 2025. Divulgou a informação e garantiu que não seria convocada mais uma única concorrência.
Mas, Bacellar foi preso, e em seguida, afastado da presidência no início de dezembro.
Talvez por coincidência — ou não — no mesmo mês voltaram a ser publicadas os avisos de licitação. De 19 de dezembro a esta segunda-feira (26), saíram no Diário Oficial contratos assinados que somam R$ 32,8 milhões; a homologação de uma licitação de R$ 81,8 milhões; avisos de licitação que, juntos, chegam a R$ 297 milhões. Em pouco mais de um mês, a previsão de gastos já está em até R$ 411,6 milhões — ainda que sob demanda.
Resta saber se Delaroli consegue mesmo manter de pé o clima de paz e amorzinho com o governador Cláudio Castro (PL).

