Não é exatamente uma miragem a sensação de ter um canteiro de obras a cada esquina do Rio de Janeiro. O volume de lançamentos imobiliários na cidade deu um salto de 37% em 2025 — de R$ 12,8 bilhões lançados em 2024, chegamos a R$ 17,6 bilhões no ano passado.
E os preços também cresceram. O aumento do preço médio da venda de unidades foi de aproximadamente 9% — contra uma inflação de 4,26%.

Os dados constam do levantamento da empresa Brain Inteligência Estratégica para o Sindicato da Indústria da Construção Civil, e foram apresentados pelo presidente Sinduscon-Rio, Claudio Hermolin, no evento de abertura do ano promovido pela imobiliária Patrimóvel na manhã desta quinta-feira (22).
E confirmam o que vinha sendo desenhado: houve um aumento expressivo no número de unidades compactas — que saltaram de 19% do total lançado em 2024 para 28%. Os empreendimentos do segmento de luxo também estiveram em alta. Em 2024, eles representaram 9,6% dos lançamentos no Rio. No ano passado, chegaram a 14% — um aumento de mais de 40% na representatividade.
Porto Maravilha é o campeão de lançamentos imobiliários pelo quarto ano consecutivo
Olhando para os bairros, o maior volume de unidades lançadas foi, pelo quarto ano seguido, no Porto Maravilha, seguido da Barra da Tijuca. Nas vendas, foi mantido o patamar de R$ 14,5 bilhões de 2024 — com destaque, mais uma vez, para o segmento compacto, que saltou de 16% das vendas de 2024 para 21%, em 2025.

O ano de 2025 terminou com o volume de estoque correspondente a apenas 8 meses — o que significa dizer que, se nada for lançado pelo mercado imobiliário carioca, e o ritmo de comercialização for mantido, em agosto não haverá mais unidades à venda.
“Com a expectativa da redução da taxa de juros, mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, aumento do uso do FGTS para imóveis até R$ 2,25 milhões, aliados às recentes legislações aprovadas na cidade do Rio de Janeiro, o setor espera um ano de 2026 ainda melhor”, festejou Hermolin.

