Entre os servidores de Maricá que recebem mais de R$ 7,5 mil, os da Procuradoria Geral do Município são os únicos que continuaram legalmente autorizados a receber auxílio-alimentação no ano passado. Agora, eles foram também os únicos a começar 2026 com o reajuste dos benefícios.
A primeira assembleia geral da categoria no ano, realizada no último dia 8 de janeiro, terminou com a decisão de aumentar os valores dos auxílios recebidos pelos procuradores. A medida foi aprovada por unanimidade pelo conselho do órgão. A ata do encontro não detalha os benefícios alterados nem quais são os novos valores.
Procurada, a Prefeitura de Maricá disse que a verba para o reajuste vai vir de um fundo da própria Procuradoria. Segundo o município, a mudança diz respeito ao “reembolso de despesas com saúde e educação, pagos pelo Fundo da Procuradoria com recursos de honorários advocatícios destinados aos procuradores municipais”.
Procuradoria de Maricá ficou de fora de corte de benefícios; prefeitura disse que categoria não recebe auxílio
No ano passado, os procuradores foram os únicos servidores em Maricá a escapar de um teto de faixa salarial estabelecido para beneficiários do auxílio-alimentação. Em janeiro de 2025, os vereadores da cidade aprovaram uma proposta do prefeito Washington Quaquá (PT) que fixou o limite em R$ 7.590,00; quem recebe mais que isso, ficou de fora da folha de pagamento do auxílio.
Na época, a Procuradoria convocou uma assembleia e decidiu que o procurador-geral, o subprocurador e os procuradores do município continuam recebendo auxílio-refeição e alimentação, por mais que seus salários ultrapassem o novo teto.
Em nota, a prefeitura disse que eles não recebiam os valores. “A inclusão se trata apenas de formalidade em ata, por necessidade normativa. O benefício, que já era previsto anteriormente, continuará não sendo pago. A ata do Conselho da Procuradoria apenas formaliza um benefício já previsto anteriormente, que nunca foi pago e que continua sem previsão de implementação”, informou, na ocasião.


