Doze pessoas foram denunciadas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro oriundo de golpes virtuais em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A acusação foi apresentada pelo Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ).
Segundo as investigações, o grupo ocultou origem de mais de R$ 120 milhões obtidos principalmente por meio de estelionatos em Campos. De acordo com a denúncia, a maioria dos denunciados é da mesma família, apontada como responsável pela gestão dos golpes. O esquema incluía clonagem de cartões bancários, falsificação de sites de vendas online e outras fraudes digitais.
Segundo o MPRJ, Werk de Azevedo Faria e a empresa WD Reciclagem Ltda são considerados o elo entre o núcleo familiar, formado por oito pessoas, e outros quatro acusados. O quarteto recebia e repassava valores obtidos nas fraudes e emprestava seus nomes para registro de bens que permaneciam sob controle do grupo. O centro de reciclagem fica localizado no Parque Guarus, na região Norte de Campos.
Para dificultar o rastreamento do dinheiro, os denunciados fracionavam transações, utilizavam empresas e adotavam outras estratégias para dar aparência lícita às movimentações. A denúncia aponta que uma das acusadas movimentou R$ 15 milhões entre 2019 e 2022. Apenas em agosto de 2022, foram mais de R$ 6 milhões. Segundo o MPRJ, a renda mensal declarada pela mulher era de apenas R$ 4 mil.

