A Polícia Federal devolveu, na última quarta-feira (7), cinco peças sacras e bens arqueológicos à Arquidiocese do Rio de Janeiro. A cerimônia de restituição ocorreu na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro da cidade, com a participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
As obras, produzidas entre os séculos XVIII e XIX, haviam desaparecido há cerca de 20 anos e foram apreendidas pela PF em dezembro de 2002 durante uma ação na Feira de Antiguidades da Gávea. Após os trâmites legais, os bens foram destinados à Comissão de Patrimônio Histórico e Cultural da Arquidiocese, conforme recomendação do Iphan.
O acervo inclui esculturas de oratório que representam São João Batista, São José, Virgem Maria, São Francisco de Assis e Santo Antônio, além de fragmentos arqueológicos de cerâmica, pedra e outros materiais históricos. Segundo avaliação técnica do Iphan, as peças estão em bom estado de conservação, apesar de desgastes e pequenas fragmentações.
De acordo com a PF, a restituição reforça o combate ao tráfico ilícito de bens culturais, prática que ameaça a memória e o patrimônio histórico do país. A corporação atua de forma permanente em operações de fiscalização, investigações especializadas e monitoramento do comércio de antiguidades, inclusive no ambiente digital.
A expectativa é que as peças passem a integrar ações culturais, educativas e devocionais da Arquidiocese, ampliando o acesso da sociedade ao patrimônio histórico recuperado.

