O advogado Victor Travancas contou, em mais uma entrevista ao ex-governador Anthony Garotinho, ter sido procurado por dois policiais depois de ter afirmado que o “Palácio Guanabara é o gabinete do crime organizado no Rio de Janeiro”. A acusação sobre o envolvimento do governo com atividades criminosas foi feita no podcast ‘Pode Garotinho?’, e “corte” do vídeo foi publicado — e depois, apagado — no perfil do ex-governador no Instagram, no dia 12.
Segundo o advogado, que foi exonerado do cargo de assessor da Secretaria Estadual da Casa Civil logo depois da fala, ele ainda não conhece o teor das investigações. Contudo, afirmou que os agentes “foram muito educados no cumprimento da função” de intimá-lo.
“Eu não tive acesso aos autos do inquérito porque estão em segredo de Justiça. Pedi à minha advogada que obtivesse mais informações amanhã. Achei muito estranho que qualquer processo só tenha chegado a mim na semana em que resolvi falar abertamente sobre o governador”, disse Travancas.
Travancas vai à Cidade da Polícia após o julgamento no TSE
O ex-assessor informou que irá à Cidade da Polícia logo após o julgamento do escândalo da Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode levar à cassação de Castro e do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).
A intimação foi divulgada, mais uma vez, pelo podcast de Garotinho, que aproveitou o momento para se juntar à denúncia sobre o uso político das forças de segurança pelo governo Castro. A declaração dá ainda mais munição ao que o PSD de Eduardo Paes anda gritando nas redes sociais, especialmente depois da prisão do vereador Salvino Oliveira.
“O governador está usando politicamente a polícia do estado. Usar a polícia contra seus denunciadores é abuso total de autoridade. É mais um crime”, disparou Garotinho durante o programa.

