A executiva estadual do PT enviou, na manhã desta segunda-feira (18), uma orientação aos diretórios responsáveis pelo partido nos 92 municípios fluminenses.
Avisa ter sido deliberado: quem tiver o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro não poderá fazer aliança com o Partido do Trabalhadores.
“A direção estadual tomará as medidas cabíveis e pertinentes, para garantir politicamente e burocraticamente esta orientação acima”, diz o comunicado.
Segundo o presidente estadual do PT, João Maurício, a decisão é geral — e preventiva.
“Para evitar qualquer ação nos municípios, que, por uma conjuntura local ache que pode apoiar”, disse Joãozinho, como é mais conhecido.
Embora o presidente tenha negado que exista, neste momento, o interesse de qualquer diretório em seguir com algum politico apoiado por Bolsonaro, blogs de jornalistas de Araruama, na Região dos Lagos, têm publicado bastidores sobre uma aproximação entre o PT e a vereadora Penha Bernardes, do PL.
O patrimônio declarado pelo candidato a deputado estadual João Pires (PSD) saltou de R$ 0 para R$ 600 mil em dois anos. No documento apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026, o ex-secretário de Proteção e Defesa do Consumidor da Prefeitura do Rio informou possuir um imóvel avaliado nesse valor. Porém, quando disputou uma vaga de vereador de São Gonçalo em 2024, o jovem informou não possuir nenhum bem.
João Pires deixou, neste ano, o cargo que ocupava desde janeiro de 2025 na gestão do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) para cumprir o prazo de desincompatibilização e concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
E o histórico patrimonial do candidato também era zerado nas eleições anteriores. Em 2022, quando disputou uma vaga de deputado estadual, e em 2020, quando concorreu a vereador pelo PSB, Pires informou não possuir bens.
O bem de R$ 600 mil aparece no DivulgaCand na categoria “outros bens imóveis” e é identificado apenas como “imóvel”. O registro não informa a localização do bem, a data de aquisição ou a origem dos recursos utilizados na compra.
Vale lembrar que a evolução patrimonial, por si só, não configura irregularidade e pode ser analisada pela Justiça Eleitoral a partir do cruzamento das informações declaradas com dados da Receita Federal, cartórios e outros registros.
Nesta sexta-feira (14), 323 alunos deram o primeiro passo para ingressar na Força Municipal. A Prefeitura do Rio iniciou a formação da terceira turma da corporação, com uma cerimônia de abertura realizada na Academia da Força Municipal, instalada na sede da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Irajá, na Zona Norte. A etapa é obrigatória e eliminatória para quem quer fazer parte do efetivo.
A capacitação tem como objetivo preparar os futuros agentes para o policiamento preventivo e ostensivo, com atuação voltada principalmente à prevenção e ao combate a roubos e furtos em áreas com maior incidência desses crimes. Todos os participantes do curso de formação são guardas municipais que passaram no Teste de Aptidão Física (TAF), exames médicos e psicológicos, além da investigação social.
“A gente fica muito orgulhoso de ter mais uma turma. Eles têm um longo treinamento pela frente, e a gente espera, até o fim do ano, colocar mais 323 agentes da Força Municipal nas ruas do Rio, avançando pela cidade para continuar reduzindo os indicadores de roubos e furtos”, disse o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Além do prefeito, participaram da cerimônia o secretário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, a diretora-geral da Força Municipal, Aimée De La Torre, o prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis, a diretora da academia da Força Municipal, Ana Maria Montandon, o secretário da Casa Civil, Leandro Matieli, além de autoridades e representantes de instituições ligadas à segurança pública.
Ao todo, 323 alunos participam de curso — Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio
Após a conclusão da formação dos 323 alunos, terá início o curso para 48 instrutores da Força Municipal
Com aproximadamente 500 horas de duração, o curso é ministrado por instrutores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Entre as disciplinas estão: armamento, munição e tiro; técnicas de abordagem e defesa policial; gerenciamento de crises e direitos humanos.
A formação também inclui conteúdos específicos desenvolvidos pela prefeitura, como utilização de câmeras corporais, sistemas de segurança, procedimentos operacionais padrão (POPs), além de orientações sobre o funcionamento da corregedoria e da ouvidoria da corporação.
Após a conclusão da formação dos 323 alunos, terá início o curso para 48 instrutores da Força Municipal. O treinamento também será realizado pela PRF.
Início da atuação na Freguesia, em Jacarepaguá
A região da Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, vai entrar no perímetro da Força Municipal a partir deste domingo (16). A nova turma se juntará aos cerca de 600 agentes que já estão nas ruas desde 15 de março.
Com a Freguesia, a Força Municipal chega à sua 13ª área de atuação no município.
E, de acordo com as esperanças da turma ligada a Eduardo Paes, está prestes a anunciar o apoio à candidatura do ex-prefeito do Rio ao governo do estado.
Só lembrando que Romário é filiado ao PL — partido que tem candidato, o presidente da Assembleia Legisalativa Douglas Ruas, o principal adversário de Paes na disputa de outubro.
Nem seria a primeira vez: Romário já apoiou Paes em 2024, contra Alexandre Ramagem, o candidato do seu PL.
Como é Romário, tudo ainda pode mudar
Aliás, é bom frisar, o povo tem esperanças — mas ninguém comemora antes do gol.
Do mesmo jeito que é conhecido pela rebeldia, o senador é famoso pela inconstância.
Só dá para contar com o placar depois de a rede balançar.
Famosa bandeira do ramo de cartões de créditos, a Visa pediu ao Supremo Tribunal Federal que houvesse a liberação de parte dos valores bloqueados nos descontos em folha de pagamento de aposentados e pensionistas vinculados ao Rioprevidência.
O pedido se deve por causa esses descontos estão bloqueados pela Justiça do Rio desde dezembro de 2025 quando, à época, houve a determinação judicial para a retenção dos valores os valores em uma conta, de modo garantir compensação ao fundo estadual diante o risco de calote em um investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master, feito entre novembro de 2023 e julho de 2024.
O pedido da empresa foi ao ministro André Mendonça, do STF, a liberação de parte dos valores — especificamente o dinheiro destinado a honrar pagamentos de transações feitas pelos servidores do Rioprevidência por meio do cartão de crédito. O processo sobre o bloqueio do dinheiro chegou ao STF após a Justiça Federal do Rio de Janeiro remetê-lo à Corte, em junho.
Em manifestação a Mendonça nessa quinta-feira, 13, a Visa argumentou que, sem o repasse dos descontos destinados às faturas de cartão de crédito, o dinheiro não chega, na ponta, aos estabelecimentos que fizeram vendas a crédito aos servidores do Rioprevidência. A defesa da multinacional alegou que esse dinheiro não seria nunca incorporado ao Master, um mero “agente repassador” dos recursos.
A Visa afirmou que a decisão em vigor, de reter os descontos, pode causar “desastroso impacto” nos arranjos de pagamentos da empresa e é um “um confisco ilegal de valores titularizados por terceiros para compensar os prejuízos decorrentes de um investimento malsucedido — e, de acordo com o que as investigações da Polícia Federal em curso indicam, potencialmente fraudulento”.
A construtora Gafisa confirmou a cessão do Hotel Praia Ipanema para a gestora imobiliária Glória Participações, em uma operação avaliada em cerca de R$ 223 milhões. No projeto de revitalização, o imóvel deverá receber uma operação hoteleira internacional de ultraluxo.
O Hotel Praia Ipanema fica na Avenida Vieira Souto, à beira-mar da Praia de Ipanema, em um dos endereços com o metro quadrado mais caro do país. A compra pela Gafisa foi realizada em 2022, mas o hotel parou de funcionar no ano seguinte e segue fechado desde então.
Parte do valor recebido com a venda do imóvel será usada para quitar dívidas da Gafisa envolvendo o empreendimento. Por conta de embates entre acionistas e credores, a empresa se encontra em uma crise financeira e aposta na venda de imóveis do seu portfólio para reverter o cenário.
A Gafisa começou o ano com prejuízo; a perda da empresa, em valores líquidos, no primeiro trimestre, foi de R$ 45,6 milhões. Na soma dos últimos meses, a empresa chegou a uma dívida total de R$ 1,6 bilhão no fim de março.
Outros dois imóveis da empresa foram vendidos recentemente
O Fashion Mall, em São Conrado, e o Shopping Jardim Guadalupe, na Zona Norte da capital, também foram adquiridos pela Glória Participações, como parte da estratégia de reverter a crise financeira.
A Câmara do Rio encaminhou um ofício à prefeitura pedindo que táxis intermunicipais passem a ter autorização para circular, com passageiros embarcados, em qualquer faixa seletiva do Rio. A medida atenderia, principalmente, taxistas da Região Metropolitana e da Região Serrana que trazem pessoas para a capital.
O ofício é de autoria do vereador Pedro Duarte (PSD), presidente da Comissão de Assuntos Urbanos. No documento, ele reforça a ideia de que taxistas da frota carioca não seriam prejudicados pela medida, pois os motoristas de fora não poderão captar passageiros dentro do Rio. Os veículos apenas poderiam transitar pelas faixas seletivas com pessoas que tivessem embarcado em suas respectivas cidades.
O ofício também reforça que moradores das regiões Serrana e Metropolitana frequentam a capital fluminense para trabalhar, viajar, e, até mesmo para ter acesso à rede hospitalar.
O texto abre espaço, ainda, para a criação de um mecanismo de fiscalização eletrônica para garantir a identificação dos táxis e o respeito às regras.
Como a circulação de táxis funciona atualmente
Os táxis de outros municípios têm circulação permitida em certos horários dos dias úteis, apenas na faixa central exclusiva da Avenida Brasil. A autorização é válida por 12 meses e táxis não cadastrados pela prefeitura de origem junto à Secretaria Municipal de Transportes do Rio são multados.
A taxa de desemprego no estado do Rio de Janeiro teve um leve recuo e se manteve estável no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estado passou de 7,3% para 7,1% na taxa de desocupação, uma redução de 0,3 ponto percentual. Mesmo com a queda, continua registrando o maior índice de desemprego da Região Sudeste e o oitavo maior do país.
O número de pessoas com mais de 14 anos desocupadas no Rio de Janeiro segue acima da média nacional, que recuou de 6,1% para 5,4% entre os dois levantamentos.
De acordo com a metodologia da PNAD Contínua, são consideradas desocupadas as pessoas que estavam sem trabalho na semana de referência da pesquisa, procuraram emprego nos 30 dias anteriores à entrevista e tinham disponibilidade para começar a trabalhar no período analisado. Ou seja, não basta estar sem trabalhar para entrar na estatística do IBGE.
Maior taxa da região
Entre os estados do Sudeste, o Rio de Janeiro lidera a taxa de desocupação, com 7,1%. Na sequência, aparecem São Paulo, com 5,4%; Minas Gerais, com 3,8%; e o Espírito Santo, que registra 2,3%, um dos menores índices do país.
Além de continuar com o maior índice da região, o Rio também foi o estado do Sudeste que apresentou a menor melhora em relação ao trimestre anterior. A redução foi de apenas 0,3 ponto percentual (p.p.), enquanto São Paulo registrou queda de 0,6 p.p., o Espírito Santo, de 0,9 p.p., e Minas Gerais, de 1,2 p.p.
O estado ocupa a oitava posição no ranking nacional entre as maiores taxas de desocupação do país. O Amapá lidera a lista, com 9,8%, seguido por Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%).
De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação caiu em 13 das 27 unidades da federação no segundo trimestre. No Rio de Janeiro, o indicador permaneceu acima da média brasileira, mesmo com a redução registrada nos últimos meses.
Rio de Janeiro no ranking nacional de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade
Taxa de desocupação dos estados no segundo semestre de 2026, segundo a Pnad Contínua — Foto: Reprodução
Candidato ao Senado pelo PL, o atual deputado federal Carlos Jordy terá como primeira suplente a ex-prefeita de Paracambi, Lucimar Ferreira. Com isso, o Partido Liberal segue com as chapas puro-sangue para governador e Senado no Estado do Rio.
Esposa do deputado federal Dr. Flávio, Lucimar disse ter atendido a um pedido de Douglas Ruas, candidato ao governo. Ele ponderou que a presença de uma mulher poderia dar um tom de feminilidade à campanha.
Lucimar foi a primeira prefeita eleita e reeleita de Paracambi, entre os anos de 2017 e 2024, e terá a missão de liderar a campanha no interior do Rio e na Baixada, além de reforçar a ligação com o voto feminino.
Os principais rivais na disputa pela Presidência da República escolheram o Rio — em especial, os estádios do Rio — para suas agendas de campanha no dia 22 de agosto.
Flávio já vai fazer um evento de campanha no Rio neste domingo (16), quando realiza um encontro com seus eleitores em Copacabana, na Zona Sul. O evento no Maracanãzinho funcionará como um lançamento conjunto dos candidatos do PL no estado.
Já Lula fará a estreia de sua campanha no estado no dia 22, poucos dias depois do pontapé inicial de Flávio.
A Casa Civil do estado do Rio publicou, de uma só vez, a exoneração de 46 servidores que atuavam na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação. O corte em massa, publicados nesta sexta-feira (14) atinge tanto cargos do alto escalão quanto funções mais operacionais da pasta.
Ao todo, 31 exonerados ocupavam cargos classificados como DAS (Direção e Assessoria Superior), ligados a funções de direção e assessoramento superior. Entre eles, havia assessores, chefes e coordenadores. Os outros 15 estavam em funções DAI (Direção e Assessoria Intermediária), ligadas a atividades intermediárias e de apoio à estrutura da secretaria. Entre eles, havia assistentes e ajudantes, funções voltadas ao suporte e ao funcionamento dos setores da pasta.
Um ponto que chama a atenção nas exonerações é a falta de transparência. O processo administrativo que reúne os atos e saídas de servidores está fechado no sistema de consulta pública no sistema do estado, o que impede o acesso aos detalhes e possíveis justificativas para a saída dos servidores.