A chapa esquentou no Largo da Carioca na manhã desta terça-feira (05). O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso, na quarta fase da Operação Unha e Carne. A Polícia Federal (PF) está na sede da Assembleia Legislativa (Alerj), cumprindo ainda mandados de busca e apreensão.
O objetivo é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc).
Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão. Além da Alerj, as equipes cumprem mandados em outros endereços da capital e de municípios como Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
Ação investiga esquema de direcionamento de contratos e lavagem de dinheiro
A investigação da PF foca no direcionamento de contratos de escolas estaduais da Diretoria Regional Noroeste da Secretaria. As licitações eram destinadas a empresas ligadas a organizações criminosas, segundo a apuração. Após o recebimento da verba pública, os envolvidos realizavam saques e transferências para contas de membros do grupo criminoso.
Segundo a investigação, os valores desviados eram lavados em uma rede de postos de combustíveis. Thiago Rangel já foi investigado pela PF por denúncias de desvio de recursos por meio de postos de combustíveis em Campos, em uma outra operação realizada em 2024.
Os alvos da ação vão responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
A nova etapa da operação apura informações obtidas após a análise de dados colhidos na primeira fase, que também resultou na prisão do então deputado Rodrigo Bacellar. O telefone do ex-presidente da Alerj foi apreendido na época; detalhes sobre o esquema investigado nesta terça foram descobertos nos registros do celular dele.
A ação integra a Missão Redentor II, no âmbito da chamada “ADPF das Favelas”. A Operação Unha e Carne teve outras três fases e, desde dezembro, apura um esquema de vazamento de informações sigilosas da polícia sobre operações contra a facção Comando Vermelho (CV).
Com informações do portal “G1”.

