A passagem do Metrô Rio vai subir de R$ 7,50 para R$ 7,90, a partir do dia 12 de abril. O aumento de 5,33% foi autorizado nesta terça-feira (25) pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes, a Agetransp.
O reajuste anual está previsto no contrato de concessão, com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses. A tarifa social continua em R$ 5. O benefício é para usuários do Bilhete Único Intermunicipal com renda de até R$ 3.205,20 e pode ser usado no metrô e nos trens da Supervia.
TCE aponta que tarifa do metrô deveria ser de R$ 5,80
Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) apontou que a passagem do metrô no Rio, a mais cara do país, deveria custar R$ 5,80. A análise foi feita após o deputado estadual Professor Josemar (PSOL) entrar com representação no final do ano passado, apontando irregularidades nos reajustes aplicados.
Segundo a Coordenadoria de Auditoria em Desestatização do tribunal, os reajustes tarifários incorporaram o pico do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e, em seguida, o pico do IPCA, ambos causados por um descolamento extraordinário durante a pandemia da Covid-19.
O levantamento destacou que isto teria sido posto em prática mesmo já se sabendo que esses picos provavelmente iriam acontecer, ao se analisar a tendência de longo prazo das curvas de ambos os índices. Ainda de acordo com o documento, o percentual acumulado do IGP-M entre 2021 e 2022 foi de 42,62%.
Entre 2023 e 2024, o índice aplicado nos reajustes passou a ser o IPCA, que teve percentual acumulado de 10,28%. No mesmo período, o acumulado do IGP-M foi de 0,47%. Para o TCE, a alteração do índice de reajuste IGP-M para o IPCA, da forma, nas circunstâncias e no momento em foi realizada, aumentou indevidamente a tarifa do metrô.