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Início Berenice Seara

Berenice Seara

28/09/24 07:00
  • Berenice Seara Berenice Seara

O PSD e a Câmara do Rio: a nominata quase da morte volta a respirar sem ajuda de aparelhos

Desempenho de Paes na campanha, e realizações da prefeitura na reta final da campanha trazem alívio para a turma da "nominata da morte" do PSD para a Câmara de Vereadores do Rio

Desempenho de Paes na campanha, e realizações da prefeitura na reta final da campanha trazem alívio para a turma da "nominata da morte" do PSD para a Câmara de Vereadores do Rio - Divulgação

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A praticamente uma semana da eleição, os aliados do prefeito Eduardo Paes (PSD) dormem e acordam com as calculadoras nas mãos. Impulsionados pelo bom desempenho do alcaide na campanha e um grande volume de realizações no município para mostrar na reta final, os candidatos do PSD a vereador, listados na famosa “nominata da morte”, começam a respirar com um pouco mais de calma.

O partido de Paes entrou na campanha eleitoral com 16 nomes fortíssimos, entre vereadores no mandato e os novatos que chegaram da prefeitura cheios de gás. Os mais experientes analistas foram bem pessimistas e apostaram que os governistas só elegeriam, com folga, de oito a dez. E, com a sobra, poderiam chegar, no máximo, a 12.

Mas agora, somando e dividindo o que veem nas pesquisas — que, no caso das eleições proporcionais, não cravam resultados, mas apontam tendências — a turma está bem mais otimista.

Já falam em eleger 13 e chegar até a 15 com as sobras e os votos na legenda.

A se confirmarem as previsões, Paes estará, mais uma vez, mandando chover e parar de chover no Legislativo carioca.

Escrito por:

Berenice Seara Berenice Seara Ver publicações

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Vini Jr. vai à Justiça contra propaganda eleitoral de Douglas Ruas que usa sua imagem; candidato pediu ‘desculpas’

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IA virou compositora: pelo menos quatro candidatos a governador do Rio usaram inteligência artificial nos jingles de campanha

20/09/2026 11:00

Comentários 4

  1. aluguel de notebooks says:
    há 2 anos

    obrigada

    Responder
  2. Paulo Melo says:
    há 2 anos

    Nada disso. Muitas legendas apoiam o Eduardo Paes. E o Majoritário não transfere. Indica mas não transfere. O voto pra vereador é personalissimo. Tem vários partidos ao lado de Paes e não são do PSD.

    Responder
  3. Christiano Nogueira Santos says:
    há 2 anos

    PSD Não!

    Responder
  4. Planos de saúde says:
    há 2 anos

    PLANOS DE SAÚDE PARA SUA EMPRESAParabéns pelo conteúdo, ótimas matérias!

    Responder

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Política

Vini Jr. vai à Justiça contra propaganda eleitoral de Douglas Ruas que usa sua imagem; candidato pediu ‘desculpas’

Foto de Redação
Redação

20/09/2026 11:33

O jogador Vini Jr. acionou a Justiça Eleitoral contra uma propaganda da campanha de Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do estado, que utilizou sua imagem em uma peça eleitoral. O atleta pediu direito de resposta e a retirada do conteúdo do ar.

A propaganda fazia referência à relação de Vini Jr. com a influenciadora Virginia Fonseca. Em seguida, comparava o namoro com a disputa eleitoral no Rio para apresentar os apoios políticos dos dois principais candidatos: Eduardo Paes (PSD) associado ao presidente Lula (PT), com sinal negativo, e Douglas Ruas associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com sinal positivo.

Segundo o pedido apresentado pelo jogador, a utilização de sua imagem ocorreu sem autorização e de forma descontextualizada. A alegação foi de que a montagem poderia levar o eleitor a entender que havia algum tipo de vinculação política entre Vini Jr. e Douglas Ruas.

A decisão judicial registra ainda que o jogador afirmou não ter envolvimento com nenhum dos candidatos nas eleições de 2026.

Douglas Ruas manda retirar propaganda do ar e pede desculpas

Em nota, Douglas Ruas afirmou que “tão logo soube da ação, a coordenação da campanha determinou que o anúncio fosse retirado de todos os meios, inclusive das redes sociais”.

A campanha também pediu desculpas a Vini Jr. e Virginia Fonseca. Segundo a nota, a peça não afirmava nem insinuava que os dois apoiavam Douglas Ruas.

O caso chegou inicialmente à 238ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro. O juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, porém, entendeu que o órgão não tinha competência para analisar uma questão relacionada às eleições de 2026 para o cargo de governador.

A decisão, portanto, não julgou se a propaganda era irregular nem decidiu sobre o direito de resposta solicitado por Vini Jr. O magistrado apenas declinou da competência e determinou o envio do processo ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), responsável por analisar questões relativas à eleição para governador.

Captura de Tela 2026 09 20 às 11.38.12

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Política

IA virou compositora: pelo menos quatro candidatos a governador do Rio usaram inteligência artificial nos jingles de campanha

Foto de Duda Goulart
Duda Goulart

20/09/2026 11:00

Quem nunca ficou com um jingle de candidato na cabeça? As músicas “chiclete” são marca registrada de campanhas eleitorais, mas, nas eleições de 2026, ganharam um adicional curioso: as ferramentas de inteligência artificial têm substituído os compositores e, em alguns casos, os intérpretes dos famosos jingles dos candidatos ao governo do estado.

Pelo menos quatro candidatos usaram ferramentas de IA em diferentes etapas da produção dos jingles: Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), André Marinho (Novo) e Coronel Busnello (Missão).

O uso dessas ferramentas é permitido pela Justiça Eleitoral, desde que respeitando as normas estabelecidas. Por exemplo: caso um jingle ou peça publicitária de áudio use conteúdo sintético multimídia gerado ou manipulado por inteligência artificial, é obrigatório informar de forma explícita que o conteúdo foi manipulado e qual tecnologia foi utilizada.

Já nos casos em que a IA foi utilizada em detalhes técnicos — como para melhorar a qualidade do áudio — a declaração não é obrigatória.

Como cada candidato fez seu jingle

As equipes de todos os nove candidatos a governador foram procuradas pelo TEMPO REAL. As campanhas de Anthony Garotinho (Republicanos) e Luan Monteiro (PCO) não confirmaram os créditos dos jingles e se houve uso de IA na criação do material. Confira as respostas dos demais nomes na disputa

Eduardo Paes

O jingle “Eduardo Paes 55” teve letra e melodia feitas pela equipe de criação da campanha do político. Os recursos de inteligência artificial foram utilizados apenas para o refinamento da voz, segundo a equipe do candidato.

Douglas Ruas

Os jingles de Ruas seguiram um modelo semelhante ao de Paes; composição de música e letra foram resultado de trabalho coletivo da equipe de marketing, liderada por Paulo Vasconcelos. O uso de IA se restringiu a uma ferramenta de finalização da peça, de acordo com a assessoria.

André Marinho

A campanha de André Marinho forneceu informações sobre três jingles utilizados na eleição. Dois deles, “Faz o M” e “Marinho, Marinho, Marinho” surgiram a partir de ideias do candidato, mas tanto a letra quanto a melodia finais foram produzidas por aplicativos de IA.

O terceiro jingle é “André Marinho 2026”, de autoria do compositor Anderson da Silva, o “Chumbinho”, que foi contratado pela campanha e ficou responsável pela letra, melodia, arranjo e produção musical. A inteligência artificial foi utilizada apenas posteriormente, como ferramenta de finalização da produção.

William Siri

A campanha de William Siri (PSOL), marcada pelo jingle “Com Siri eu vou”, também não usou IA nas músicas, segundo a assessoria. Letra e interpretação são de Carine Moutinho e Psé Diminuta, enquanto o arranjo é de João Callado e a produção musical é de Zé Campos, junto a João Callado.

Cyro Garcia

O tema de Cyro Garcia (PSTU), intitulado “Cyro 16”, não teve uso de IA em nenhuma etapa. A composição é de Danilo Garcia, a produção é de Bruno Danton e a voz é de Beth Dau.

Coronel Busnello

O jingle do candidato do Missão foi feito por Elker Buriti; porém, ele usou IA no processo, de acordo com nota da equipe do político

Juliete

Juliete (UP), a única candidata mulher ao cargo, tem o jingle “Ela luta, eles só prometem – Juliete 80 Unidade Popular”. Não houve uso de IA na produção do material, que teve composição e voz de Debrá de Souza e produção musical de Frank.

Estagiária sob a supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

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Política

Samba virou treta: após alfinetada de Paes e Cavaliere, Douglas Ruas diz que gosta, sim, de carnaval e critica adversário

Foto de Felipe Galeno
Felipe Galeno

20/09/2026 10:25

Ainda faltam mais de quatro meses para o início da disputa entre as escolas de samba no Rio, mas, fora da Sapucaí, o carnaval já virou motivo de treta em outra “competição”. As campanhas de Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), rivais nas eleições para governador do Rio, trocaram críticas sobre o assunto ao longo da semana e o assunto voltou a render neste sábado (19).

Em evento de campanha neste sábado, Ruas se defendeu das críticas recebidas ao longo da semana por ter dito, em entrevista à TV Globo, que o último desfile na Sapucaí foi o “maior ataque já visto à instituição sagrada que é a família”. No discurso, ele disse que gosta, sim, do carnaval e classificou a festa como “maior manifestação cultural do estado”.

“Eu disse que vou acabar com os recursos para essa farra dele [Paes], porque o recurso tem que ir direto para a escola de samba, para os fazedores de cultura, para os nossos artistas anônimos. E ele tentou, através de uma narrativa, dizer que a gente não gosta do carnaval. Nada disso. A gente gosta e respeita. A gente não quer que ele use o dinheiro público para fazer farra com os amigos dele de Brasília”, disse Ruas.

 

Relembre a treta

A treta começou na terça (15). Na entrevista ao programa “RJ1”, o candidato do PL disse que pretende acabar com o camarote do governo do estado na Sapucaí, caso seja eleito, e disse que os desfiles desse ano foram um “ataque à família”. Ele também criticou a participação do rival Paes nos desfiles.

“Nós vimos esse ano, no carnaval de 2026, na Sapucaí, o meu adversário, o Eduardo Paes, num camarote visivelmente embriagado, regado a uísque, cerveja, comida, tudo pago com dinheiro do povo e ainda utilizou daquele momento para zombar das pessoas com deficiência visual. Estavam ele e o Lula assistindo, sambando e aplaudindo o maior ataque já visto à instituição sagrada que é a família. Tudo isso com o dinheiro público. Então nós vamos acabar com essa farra e o dinheiro do contribuinte vai ser revertido para serviços de qualidade na saúde e na educação”, disse o presidente da Alerj.

‘Se diz evangélico na eleição, mas vai rebolar em fevereiro’, rebateu Paes

A fala não foi muito bem recebida no mundo do samba e o adversário de Ruas nas urnas aproveitou para fazer críticas ao candidato. Paes relembrou a participação do presidente da Alerj em desfiles da Porto da Pedra, escola de samba de São Gonçalo que contou com investimentos da prefeitura local nos últimos desfiles. A Prefeitura de São Gonçalo é comandada, desde 2021, pelo pai de Ruas, capitão Nelson (PL).

“O sujeito se diz evangélico na eleição, mas vai rebolar em fevereiro na Marquês de Sapucaí. Agredir a principal manifestação cultural do Brasil, muito enraizada no Rio de Janeiro e que tem um impacto econômico importantíssimo para o Rio de Janeiro. As pessoas que vão ao carnaval não são desrespeitosas, que não preservam suas famílias. Ele é feito de muita gente do bem. Foi uma hipocrisia, ele tentando vender algo que ele não é”, rebateu Paes.

Cavaliere também entrou na treta

Ex-vice de Paes e atual prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD) aproveitou para entrar na história. Neste sábado, enquanto visitava as obras da futura Fábrica do Samba Rosa Magalhães, em São Cristóvão, Cavaliere gravou um vídeo com alfinetadas para Ruas.

“A gente mais uma vez viu, essa semana, os meses que a gente já conhece: de dia, atacam o Carnaval e, à noite, gostam mesmo de um camarote na Sapucaí. Agora, sabe de uma coisa? Tá na hora da gente acabar com essa conversa. Tá na hora da gente ter claro e riscar o chão quem defende e quem não defende o povo trabalhador que faz a maior manifestação cultural do nosso país”, disse o prefeito do Rio.

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Rio de Janeiro

Cinemas de rua do Rio: entre abandono e retomada, salas históricas resistem na memória e ganham nova chance de ocupar os bairros da cidade

Foto de Lívia Mendonça
Lívia Mendonça

20/09/2026 10:00

Durante décadas, ir ao cinema no Rio significou também ocupar as ruas. Espalhadas por diferentes bairros, as salas de exibição eram pontos de encontro, lazer e convivência, ajudando a movimentar o comércio local e a vida dos arredores do espaço.

Mais do que lugares para assistir filmes, os cinemas de rua se tornaram parte da memória e da identidade carioca.

A relação da cidade com o cinema, aliás, começou cedo. Foi na Rua do Ouvidor que ocorreu, em 1896, a primeira sessão pública de cinema no Brasil, em uma sala alugada do Jornal do Commercio. Poucos anos depois, a recém-inaugurada Avenida Central (atual Avenida Rio Branco) e os arredores se tornaram o coração do entretenimento carioca, com a inauguração, em 1907, do Cine Pathé, na então Avenida Central (atual Avenida Rio Branco), e o Cine Íris, na Rua da Carioca, inaugurado em 1914.

Ao longo do século XX, as salas se espalharam pela cidade e ganharam espaço também nos subúrbios.

Transformações graduais levaram à extinção dos cinemas de rua no Rio

Com o passar dos anos, porém, o cenário mudou. A televisão, o VHS, o DVD, a internet e, mais recentemente, o streaming ampliaram as possibilidades de acesso aos filmes. Ao mesmo tempo, os cinemas de rua passaram por transformações dentro do próprio mercado de exibição, enquanto os shopping centers se consolidaram como novos espaços para as salas.

Para Talitha Ferraz, professora do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (UFF), o desaparecimento dos cinemas de rua não pode ser explicado por um único motivo.

“Os motivos são muitos, um conjunto de fatores variados, como novas tecnologias, transformação no acesso ao audiovisual, mudanças de ordem urbana, do próprio mercado de entretenimento e lazer, fatores de ordem econômica, além de fatores mais recentes como a pandemia. A sala de cinema passou a enfrentar a concorrência de outras formas de acesso aos filmes, como televisão, mídias físicas, internet e streaming. Com isso, o audiovisual deixou de estar restrito à grande tela. Mas o que se pode precisar na historia do Rio, é que o fechamento acompanhou um fenomeno brasileiro”, explicou a professora.

Foi a partir dos anos 1980 que alguns bairros do Rio começaram a perder suas salas, em um processo que se intensificou na década seguinte. Além das mudanças tecnológicas, houve transformações no próprio modelo de exibição, com salas menores e novas configurações, acompanhando as mudanças do mercado e dos hábitos do público.

Prédios ainda guardam histórias

Mesmo fechados, alguns desses imóveis continuam de pé e carregam marcas de um período em que o cinema fazia parte da rotina dos bairros cariocas. É o caso de antigos espaços como o Cine Matilde, em Bangu; o Cine Vaz Lobo, no bairro de mesmo nome; e o Cine Costinha, em Cachambi.

De acordo com Talitha Ferraz, no bairro de Ramos, outro antigo cinema também chama atenção pelo estado de conservação. O imóvel, conhecido anteriormente como Cine Rosário, está à venda por R$ 4,5 milhões e, de acordo com a professora, ainda mantém sua estrutura interna preservada.

Para a professora, recuperar esses espaços significa também recuperar uma forma de ocupar a cidade. A presença de um cinema na rua cria oportunidades de encontro e fortalece os vínculos entre moradores e o território. Ela destaca ainda o papel que esses espaços podem desempenhar na democratização do acesso à cultura e ao cinema brasileiro. Diferentemente de um equipamento restrito ao ambiente de um shopping, o cinema de rua se insere no cotidiano do bairro.

“Esses equipamentos são importantes para ativar os laços de sociabilidade, para ocupar as cidades. É uma ocupação profícua, uma ocupação muito frutífera do espaço urbano. A gente também pode pensar essas reativações não apenas estritamente como salas de cinema. Mas essa relação também forte desse equipamento com a calçada, de a gente saber que, se a gente andar na rua, se a gente dobrar numa esquina, vai ter ali um equipamento que oferece uma possibilidade de encontro com o audiovisual”, ressaltou Talitha.

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Cine Vaz Lobo — Foto: IHGBI/Divulgação

Programa Reviver Cinema

É nesse cenário que, por meio da RioFilme, a Prefeitura do Rio lançou o Reviver Cinema, programa voltado à recuperação e modernização de antigos cinemas de rua da cidade.

A iniciativa foi estruturada em três fases, com equipamentos já existentes, imóveis em processo de desapropriação e um mapeamento de outros espaços que poderão receber intervenções.

A primeira etapa reúne três projetos. Em Santa Teresa, o Cine Santa deve ganhar uma nova sala de exibição, com 50 lugares, além de um espaço de convivência e eventos. No Complexo do Alemão, o CineCarioca Nova Brasília passa por um processo de modernização com nova tela, projetor e sistema de som.  Enquanto isso, o Estação Botafogo está sendo reformado pela iniciativa privada em parceria com a prefeitura, com previsão de retorno ainda este ano.

A segunda fase mira justamente alguns dos prédios históricos que ficaram pelo caminho: Cine Vaz Lobo; Cine Costinha e Cine Matilde — inaugurado em 1963 e desativado desde os anos 1990, o espaço deverá ser transformado em um equipamento cultural com duas salas de cinema, teatro e outros espaços de atividades.

Já a terceira etapa do programa será dedicada ao mapeamento de outros antigos cinemas que possam ser incorporados ao programa e receber ações de recuperação e modernização.

Depois de décadas em que a sessão de cinema migrou cada vez mais para dentro dos shoppings e para as telas da televisão de casa, a tentativa agora é fazer o caminho inverso: levar novamente o cinema para as ruas dos bairros e da vida cotidiana do Rio.

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Política

Justiça bloqueia R$ 5 milhões de André Moura, ex-secretário do governo Castro, por suspeita de fraude em contrato

Foto de Redação
Redação

20/09/2026 09:50

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões em bens de André Moura (União) em uma ação do Ministério Público do Rio (MPRJ) que apura suspeitas de fraude em um contrato firmado pelo governo estadual em dezembro de 2023. Na época, Moura comandava a secretaria de Representação do Governo do Rio em Brasília, responsável pela contratação de uma plataforma educacional que inicialmente custou R$ 2,5 milhões, mas chegou a R$ 5 milhões após ser prorrogada.

Segundo o MPRJ, a contratação da Triunfo Consultoria Educacional Ltda. teria sido direcionada por meio da adesão indevida a uma ata de preços de um consórcio de Minas Gerais. Para as promotorias, a operação resultou em desvio de recursos públicos e possível dano ao erário.

A principal inconsistência apontada na ação está no próprio objeto da contratação. A ata usada como referência previa uma plataforma voltada ao reforço escolar, enquanto o serviço contratado pela secretaria tinha outra finalidade: capacitar gestores, técnicos e servidores públicos em temas como orçamento, finanças, gestão de convênios e prestação de contas.

MP aponta relação entre empresa contratada e integrantes da secretaria

A investigação também identificou vínculos anteriores entre pessoas envolvidas na contratação. O sócio-administrador da Triunfo, Vanderlan Ribeiro Vieira, havia trabalhado como assessor e subsecretário na administração estadual sob a chefia de André Moura. Depois, passou a integrar o quadro societário da empresa que acabou contratada por ele.

O então subsecretário de Administração da SERGB, Ricardo Cardoso dos Santos, também permaneceu na estrutura da pasta durante a gestão de Moura. De acordo com o MPRJ, ele participou da formalização da contratação e da ordenação das despesas em favor da Triunfo.

As promotorias apontam ainda indícios de baixa capacidade técnica, operacional e patrimonial da empresa. Segundo a ação, a Triunfo iniciou as atividades em 2022 e não possuía nenhum registro de vínculo formal de emprego.

André Moura deixou governo em março para ser candidato em Sergipe

André Moura integrou a administração de Cláudio Castro (PL) desde 2019. Ele passou pela secretaria de Estado da Casa Civil e Governança e, posteriormente, ocupou os cargos ao mesmo tempo: secretário de Governo e de Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro em Brasília.

Moura deixou a representação em Brasília em março deste ano e, desde então, passou a se dedicar à articulação eleitoral. Hoje, é candidato ao Senado em Sergipe pelo União Brasil.

A ação de improbidade administrativa foi ajuizada em julho pelas 5ª e 8ª Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania do Rio. O bloqueio de bens é uma medida cautelar e não representa condenação dos envolvidos. O caso ainda será analisado pela Justiça.

Com informações do colunista Ancelmo Gois no jornal “O Globo”.

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Tempo Surreal

Tempo Surreal (alerta de humor): após cortar comissionados e ver folha subir R$ 169 milhões, Couto anuncia Black Friday do funcionalismo

Foto de Tempo Surreal
Tempo Surreal

20/09/2026 09:00

Na matemática promocional do governo, a conta funciona assim: tira-se 22% dos comissionados, economizam-se R$ 16,7 milhões nessa prateleira e, quando chega ao caixa, a folha aparece R$ 169 milhões mais cara.

É a Black Friday perfeita do serviço público: o estoque diminui; a etiqueta sobe; e o consumidor — no caso, o contribuinte — descobre que levou menos vínculos por mais dinheiro.

Se fosse anúncio de supermercado, já teria Procon perguntando onde está o desconto.

O governador em exercício Ricardo Couto, portanto, poderia lançar o slogan oficial da temporada: “Tudo pela metade do dobro”. A cada dois cargos que somem, a planilha ganha vida própria e devolve a gentileza com alguns milhões a mais.

Pela aritmética do Tempo Surreal, −3.678 vínculos + R$ 169 milhões = economia em estado quântico: existe na coluna dos comissionados, desaparece quando alguém olha o total e reaparece apenas na coletiva de imprensa.

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Transparência

Estado corta 22% dos comissionados, mas folha total sobe R$ 169 milhões e não registra economia real

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Redação

20/09/2026 08:00

O governo do estado enxugou de forma significativa os cargos comissionados entre fevereiro e julho de 2026. O corte, entretanto, não produziu uma redução no valor total da folha de pagamentos registrada pelo Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos, o SIGRH.

Em fevereiro, quando o Caderno de Recursos Humanos identificava Cláudio Castro (PL) como governador, havia 14.318 vínculos classificados especificamente como “Cargo Comissão”. Em julho, já com o desembargador Ricardo Couto como governador em exercício, esse número havia caído para 11.146.

Foram 3.172 vínculos comissionados a menos, uma redução de 22,2%.

O efeito aparece também no dinheiro gasto com esse grupo. O dispêndio mensal com cargos em comissão caiu de R$ 82,51 milhões para R$ 65,77 milhões. São R$ 16,74 milhões a menos por mês, uma retração de 20,3%.

A remuneração média dos comissionados, porém, aumentou: passou de R$ 5.762,73 para R$ 5.900,41, alta de aproximadamente 2,4%. Os próprios cadernos mostram, portanto, que houve uma economia objetiva e mensurável na parcela da folha destinada aos cargos comissionados.

Corte dos comissionados foi maior que a queda total de ativos

O dado chama ainda mais atenção quando comparado ao total de vínculos ativos.  Entre fevereiro e julho, o número total de vínculos ativos caiu de 182.064 para 179.004: redução líquida de 3.060.

Só os cargos em comissão diminuíram em 3.172.

Ou seja, o corte de comissionados atingiu 112 vínculos a mais do que toda a redução líquida dos ativos. Na prática, isso significa que, enquanto os cargos em comissão recuavam, outras modalidades de vínculo tiveram crescimento líquido e compensaram parte da queda.

Em fevereiro, os cargos em comissão representavam 7,9% dos vínculos ativos. Em julho, eram 6,2%.

A economia dos comissionados não apareceu no total da folha

Mas, quando se olha a folha como um todo, o movimento foi no sentido contrário. Em fevereiro, o poder executivo registrava 423.991 vínculos, somados ativos, aposentados e pensionistas, com gasto mensal de R$ 3,302 bilhões.

Em julho, havia  420.313 vínculos — 3.678 a menos — mas o gasto alcançou R$ 3,471 bilhões.

Ou seja: mesmo com uma redução de 0,87% no número total de vínculos, a conta mensal aumentou R$ 169,02 milhões, ou 5,12%.

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O retrato, portanto, tem dois movimentos distintos: houve corte expressivo e redução efetiva de despesas nos cargos comissionados, mas não houve economia no total da folha observada pelo Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos.

Quase todo o aumento veio em julho

A série mensal ajuda a explicar essa aparente contradição.

Em junho, o gasto total era de aproximadamente R$ 3,308 bilhões. Em julho, passou para R$ 3,471 bilhões, um aumento de cerca de R$ 163,4 milhões em apenas um mês.

Entre os ativos, a mudança foi ainda mais evidente. O estado passou de 178.991 vínculos em junho para 179.004 em julho, diferença de apenas 13 vínculos. O dispêndio, porém, saltou de aproximadamente R$ 1,590 bilhão para R$ 1,687 bilhão.

A principal explicação é a entrada na competência de julho da parcela de 5,62% da recomposição salarial do funcionalismo estadual, que atingiu ativos, aposentados e pensionistas.  Assim, parte substancial da economia obtida com a redução de vínculos — inclusive os comissionados — foi absorvida pelo aumento da remuneração dos vínculos que permaneceram na folha.

Menos vínculos não significa necessariamente menos pessoas

Há ainda uma ressalva metodológica importante.

O Caderno de Recursos Humanos contabiliza vínculos funcionais, e não necessariamente pessoas distintas. Um mesmo servidor pode possuir mais de um vínculo legalmente acumulável. Por isso, a queda de 3.060 vínculos ativos não permite afirmar que exatamente 3.060 pessoas deixaram o serviço público.

Também se trata de uma variação líquida. Se milhares de vínculos foram encerrados e outros milhares criados no mesmo período, o Caderno mostra apenas a diferença final entre os dois estoques.

O dado seguro é que havia 3.060 vínculos ativos a menos em julho do que em fevereiro — e, dentro desse universo, 3.172 cargos em comissão haviam desaparecido da folha.

Folha do SIGRH não é a despesa de pessoal da LRF

Outro cuidado é necessário: os R$ 3,471 bilhões de julho não correspondem à Despesa Total com Pessoal calculada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O Caderno chama o indicador de dispêndio e trabalha com as remunerações processadas na folha abrangida pelo SIGRH.

A metodologia informa que não entram nesse cálculo, entre outras parcelas, 13º salário, férias e pagamentos atrasados. Também não se trata da folha de todos os poderes e órgãos independentes do estado.

A despesa de pessoal da LRF é mais ampla: engloba remunerações, encargos sociais e contribuições patronais e é apurada em uma janela de 12 meses para comparação com a Receita Corrente Líquida.

Por isso, o dado do Caderno deve ser tratado como folha remuneratória mensal abrangida pelo SIGRH, e não como o custo total de pessoal do Estado.

Quatro estruturas ficam fora do SIGRH

A própria metodologia dos Cadernos registra ainda que não constam atualmente no sistema:

* Central Logística;
* Cehab;
* Procuradoria-Geral do Estado;
* Defensoria Pública-Geral do Estado.

Além disso, o documento de julho ressalva que exonerações e ingressos ocorridos ao longo do mês podem não aparecer quando os respectivos vínculos não tiveram valores integrais naquela folha.

O que os números permitem afirmar

A conclusão correta, portanto, precisa separar as duas coisas.

Nos cargos comissionados, houve corte e houve economia: foram 3.172 vínculos a menos, queda de 22,2%, e redução de R$ 16,74 milhões no gasto mensal (ou 20,3%).

Na folha total observada pelo SIGRH, não houve economia: mesmo com 3.678 vínculos a menos no conjunto, o dispêndio mensal ficou R$ 169,02 milhões maior.

Isso não significa que o corte dos vínculos tenha sido financeiramente inútil. Sem a redução dos comissionados e de outros vínculos, a folha de julho poderia ter sido ainda maior. Os Cadernos, porém, não permitem calcular esse cenário hipotético.

O que os documentos comprovam é que o governo do estado enxugou fortemente os cargos em comissão, mas essa economia específica não foi suficiente para fazer a folha total cair.

COM FÁBIO MARTINS

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Opinião

Quem ganha quando o STF perde?

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

20/09/2026 06:00

Há quem enxergue a crise recente no STF (Supremo Tribunal Federal) como um choque inevitável. Uma pororoca de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção.

E se nada disso tiver sido improvisado?

André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente.

Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações, como observou Gilmar Mendes. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. O raio da peleja tem alcance a perder de “vistas”.

Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos seletivos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que a Suprema Corte atravessa uma crise de imagem. Nesse ambiente, qualquer movimento calculado produz efeitos exponenciais.

A reação vista no plenário era previsível. Nunes Marques saiu pela tangente. Gilmar Mendes elevou o tom. Mendonça mais ainda. Moraes dobrou a aposta. Dino arqueou as sobrancelhas. Fux fez um corta-lux. Cármen Lúcia proferiu as palavras mais duras e tristes, som esse que ecoou ao redor de um plenário com viés de caldeirão.  O país assistiu. E, mais uma vez, a instituição saiu menor do que entrou.

Data venia. Talvez este seja justamente o ponto.

Não se trata necessariamente vencer uma disputa jurídica. Nem mesmo alterar o resultado imediato de processos específicos. O objetivo pode ser outro: expor fragilidades, aprofundar divisões e reforçar perante a opinião pública a percepção de um tribunal desorganizado e sem comando.

Se essa leitura estiver correta, o dano não se limita aos ministros envolvidos na controvérsia dos M&M’s. Atinge a própria instituição. E abre espaço para que decisões passadas, especialmente as relacionadas ao 08 de Janeiro, passem a ser questionadas não pelo mérito, mas pela credibilidade de quem as julgou.

Isso não absolve a Suprema Corte de seus próprios erros. As relações pouco transparentes entre integrantes do sistema de Justiça, empresários, políticos, banqueiros, escritórios de advocacia e personagens que orbitam o poder continuam merecendo escrutínio. O tribunal não está acima de críticas. Nem da lei.

Mas talvez a pergunta mais importante neste momento não seja quem venceu a última batalha verbal do plenário.

A questão é outra: quem ganha quando o STF perde autoridade diante da sociedade?

Porque, na política, quase nada acontece por acaso. E, muitas vezes, o verdadeiro movimento não está na superfície do conflito, mas nos efeitos que ele produz — em especial à vesperas de uma eleição presidencial.

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Tempo Surreal

Tempo Surreal (só contém ironia): Vorcaro lança ‘Supremo Airbnb’, plataforma de hospedagem no Rio exclusiva para a elite política

Foto de Tempo Surreal
Tempo Surreal

19/09/2026 20:00

O banqueiro Daniel Vorcaro decidiu transformar experiência em modelo de negócios e lançou no Rio o “Supremo Airbnb”, plataforma de hospedagem voltada para autoridades que consideram excessivamente popular a ideia de colocar nome completo numa reserva.

O projeto-piloto teria funcionado no carnaval de 2025, quando uma mansão de cerca de R$ 250 milhões no Joá, alugada por aproximadamente R$ 1,45 milhão, foi preparada para receber um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) identificado nas mensagens apenas como “KN”.

“Sempre me motivou investir na área da hospitalidade”, teria explicado o banqueiro, segundo nenhuma pessoa consultada pelo Tempo Surreal.

No “Supremo Airbnb”, o hóspede pode escolher entre sete suítes, chef, garçons, motoristas, Macallan, Dom Pérignon, helicóptero e o exclusivo check-in institucional, modalidade em que o cliente entra com duas letras e sai sem precisar enfrentar a burocracia destinada aos demais brasileiros.

A plataforma também estuda lançar o selo “Superhost de Estado”, concedido a quem conseguir oferecer hospedagem, camarote e feijoada para 40 pessoas sem jamais pronunciar o nome completo do hóspede. O algoritmo é sofisticado: quanto maior o cargo, menor o número de letras exigidas.

Aplicativo de Vorcaro não é para ‘qualquer um’

Para evitar concorrência predatória, o aplicativo idealizado por Vorcaro não estará disponível na App Store nem no Google Play. Segundo os desenvolvedores, quem precisa baixar provavelmente não faz parte do público-alvo.

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Transparência

Fez água: licitação de R$ 50,2 milhões em Angra é represada pelo TCE após suspeita de irregularidades

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

19/09/2026 19:00

Uma licitação de R$ 50,2 milhões do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Angra dos Reis foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que apontou indícios de irregularidades no edital e possível restrição à concorrência.

A decisão cautelar impede a autarquia de homologar o resultado da disputa, adjudicar o objeto ou assinar contrato até que o caso seja analisado pelo plenário da Corte de Contas.

A concorrência prevê a contratação, por dois anos, de uma empresa para executar serviços operacionais e comerciais de apoio ao Saae. Entre as atividades previstas estão a leitura informatizada de hidrômetros, a emissão de contas de água e esgoto, a atualização cadastral de consumidores, a instalação e substituição de hidrômetros, além de cortes e religações no abastecimento. O contrato está estimado em R$ 50,2 milhões.

A representação foi apresentada pela empresa ALK Ronzani Publicidade, Propaganda e Marketing Ltda., que questiona uma série de pontos do edital. Entre eles, a ausência de gravação em áudio e vídeo da sessão pública, exigências consideradas excessivas para participação na disputa e possíveis barreiras à competitividade.

Competitividade entrou na mira do TCE

Na decisão, o relator chama atenção para o fato de a licitação ter sido realizada de forma presencial, embora a legislação dê preferência ao formato eletrônico. Na avaliação do conselheiro, a escolha pode ter reduzido a transparência do processo e dificultado a participação de mais empresas.

Um dos pontos destacados pelo tribunal foi o baixo número de participantes. Apenas duas empresas líderes de consórcios compareceram à sessão pública realizada em julho, cenário que, segundo o TCE-RJ, pode indicar comprometimento da competitividade da disputa.

Para o relator, a adoção do modelo presencial, sem justificativa clara, pode ter afastado potenciais interessados que poderiam apresentar propostas mais vantajosas para a administração pública.

O processo também questiona algumas exigências do edital. Entre elas está a obrigatoriedade de registro no Crea para atividades que, segundo a representação, têm caráter predominantemente operacional e comercial. Também foram alvo de contestação os critérios de experiência técnica exigidos das empresas e a garantia de proposta, fixada em mais de R$ 500 mil para cada participante.

Prazo para defesa

O presidente do Saae terá 10 dias úteis para explicar ao TCE-RJ os pontos contestados no edital e comprovar a suspensão da licitação.

As justificativas serão analisadas pelas áreas técnicas do tribunal antes do julgamento definitivo do caso. Até lá, a disputa de R$ 50,2 milhões permanece paralisada.

 

COM FÁBIO MARTINS

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