Após 15 anos de obras e adiamentos e com investimento total de aproximadamente R$ 345 milhões, o governo do estado abriu, nesta quinta-feira (09), a primeira exposição do Museu da Imagem e do Som na orla de Copacabana, “Arquitetura em cena: O MIS Copa antes da imagem e do som”.
A obra iniciada pelo então governador Sérgio Cabral, em 2011, passou por Luiz Fernando Pezão, Francisco Dornelles (interino), Wilson Witzel e Cláudio Castro, mas acabou sendo inaugurada pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto — que ocupa o cargo, mais uma vez, na interinidade.
Por mais de uma década, o esqueleto do prédio na Avenida Atlântica, com suas linhas arquitetônicas arrojadas e seu ar de abandono, foi uma espécie de símbolo do caos político e administrativo do estado. Em 2024, o governo teve que desembolsar R$ 13,3 milhões só para refazer estruturas metálicas e peças de vidro do edifício inacabado — e já desgastado pelo tempo.
A cerimônia de abertura foi discreta como o protagonista desembargador. Nenhum deputado foi convidado. Secretários, apenas cinco, e todos envolvidos com o museu, como a titular da pasta da Cultura, Danielle Barros. O ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-secretário-chefe da Casa Civil Nicola Miccione (responsável pela engenharia burocrática que conseguiu destravar e dar continuidade à obra) estavam presentes. Foram carinhosamente recebidos por Couto.
Mas só.
Uso gradual do Museu da Imagem e do Som até a abertura total prevista para o fim do ano
Durante os próximos seis meses, será a vez da museografia, com a definição de acervo, a praparação para a montagem das exposições e a instalação de equipamentos internos. A abertura definitiva do MIS Copacabana só deve acontecer no fim do ano.
O projeto arquitetônico desenvolvido pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro em parceria com o escritório Indio da Costa conta com um terraço com vista panorâmica para o calçadão da orla, além de cine-teatro, café, restaurante e cinema a céu aberto.

