Foi adiada para o dia 30 de março a sessão de julgamento do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceo — mais conhecido como Oruam — considerado foragido após a revogação de um habeas corpus e o restabelecimento da prisão preventiva. Réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação realizada em julho do ano passado no Joá, Zona Oeste do Rio, o cantor também responde por outros crimes, como resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.
A audiência que marcaria o início da fase de instrução do processo no Tribunal do Júri seria realizada nesta segunda-feira (23), mas foi adiada por falta de testemunhas.
Denúncia do MPRJ
Oruam e outros três acusados foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo a denúncia, eles arremessaram pedras contra dois policiais civis que cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com tráfico de drogas. O jovem alvo do mandado foi localizado na casa de Oruam, no Joá.
Ainda de acordo com o MP, um dos principais elementos da acusação é o laudo pericial que apontou que uma das pedras encontradas no local pesava 4,85 kg. Segundo a perícia, o objeto foi localizado na calçada em frente à casa do artista e apresentava marcas de impacto recente.

Para o MP, a pedra, lançada da altura indicada, teria potencial para causar lesões letais, tese que foi reforçada por cálculos físicos apresentados na denúncia.
Além das tentativas de homicídio, os denunciados foram acusados de resistência qualificada, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público, devido aos danos causados a uma viatura da Polícia Civil.

