O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciou a etapa de estudos técnicos para definir o projeto de reforma da Estação Leopoldina, no Centro do Rio. Nesta terça-feira (24), representantes do banco realizaram a primeira visita ao terreno de 124 mil m².
O objetivo, nesta fase, é avaliar alternativas para que tipo de obra fazer no local e qual destinação dar ao espaço, que deixou de funcionar como estação ferroviária em 2001. O BNDES foi contratado pelo Governo Federal e pela Prefeitura do Rio para estruturar um projeto que viabilize a reforma do espaço e a atração de investimentos privados.
Consórcio liderado pela FGV vai atuar em parceria com BNDES nos estudos
Os projetos técnicos para reformar a Leopoldina serão conduzidos em parceria com um consórcio, já selecionado pelo BNDES. Segundo o banco, o grupo escolhido é liderado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e vai prestar suporte às análises jurídicas, urbanísticas e de mercado necessárias para compor o projeto final.
Além da FGV, participam do consórcio as empresas Faccio Arquitetura Ltda. e PGC Consultoria de Negócios Ltda., além do escritório Lacaz Martins, Pereira Neto, Gurevich & Schoueri Advogados. A condução das pesquisas será viabilizada por projetos do Governo Federal.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, destacou que a prioridade do projeto é preservar o “valor histórico do conjunto” e, ao mesmo tempo, transformar o espaço em um “polo de uso múltiplo, capaz de atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento urbano com inclusão”.
Criada em 1926, a Estação Barão de Mauá — conhecida popularmente como Leopoldina — é patrimônio histórico e artístico do país tombado pelo Iphan em 2008.

