A Agência de Notícias das Favelas inaugura nesta quinta-feira (23) sua nova sede no Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio, com a proposta de fortalecer a comunicação comunitária, a cultura e a geração de oportunidades dentro da periferia.
Criada há 26 anos com o objetivo de democratizar a informação e ampliar as vozes das favelas brasileiras, a ANF passa a concentrar no novo espaço, ao lado da quadra da escola de samba da Mangueira, todos os projetos e produtos desenvolvidos ao longo de sua trajetória. A sede no Centro do Rio seguirá em funcionamento.
O novo endereço vai abrigar a Rede de Agentes Comunitários de Comunicação, iniciativa voltada à formação de comunicadores populares nas comunidades; a Editora Casa da Favela, selo dedicado à publicação de autores periféricos; a Revista Favela S/A, que chega à terceira edição destacando o empreendedorismo nas comunidades; além do jornal A Voz da Favela, que circula há 15 anos fortalecendo identidades e narrativas periféricas.
Também funcionará no local o Instituto de Pesquisa Data ANF, responsável pela produção de dados e estudos sobre as periferias brasileiras.
Fundador da agência, o jornalista André Fernandes destacou o simbolismo da escolha da Mangueira para receber a nova sede.
— A Mangueira é história, cultura, resistência. E agora também é casa. Esse lugar foi pensado para a favela falar por si, produzir conteúdo, formar pessoas e construir caminhos no coração do morro, ao lado da quadra da escola. É um espaço vivo de encontro, criação e transformação — ressaltou Fernandes.
A inauguração será marcada por uma feijoada, reunindo convidados, parceiros e representantes da comunicação comunitária.

