A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) terá que votar se mantém ou não a prisão do deputado Thiago Rangel (Avante), detido pela Polícia Federal nesta terça-feira (5) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, a mesma que levou o ex-presidente da casa Rodrigo Bacellar (União) para a cadeia.
O que ainda não está claro é quando essa votação vai acontecer — e os deputadaos parecem confortáveis com a indefinição.
O sentimento geral na casa — inclusive entre os integrantes da mesa diretora — é de evitar ao máximo seu próprio desgaste em ano eleitoral. Com Bacellar preso, colegas trocando farpas entre Rio e Brasília e acusações soltas de que todo o Legislativo estadual estaria envolvido com o crime organizado, a última coisa que os deputados querem é jogar mais lenha na fogueira.
E a boa notícia para quem quer ganhar tempo é que o regimento interno da Alerj pode ajudar nisso.
Como a prisão de Thiago Rangel foi decretada por mandado da PF e não em flagrante, não há justificativa para votar sua soltura em poucos dias.
O rito prevê que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) avalie primeiro se autoriza a chamada “formação da culpa”, ou seja, se permite que o processo penal siga enquanto o deputado mantém o mandato. O parlamentar tem até 15 dias para se defender, a CCJ tem até 40 dias para a análise jurídica e, só depois que tudo for publicado no Diário Oficial, o plenário vota.
No total, o trâmite pode durar até dois meses. Tempo suficiente para Thiago cozinhar em banho-maria

