O Ministério Público do Rio (MPRJ), por meio do grupo de combate ao crime organizado (Gaeco), deflagrou uma operação contra policiais acusados de trabalhar para o contraventor Rogério de Andrade em pontos de jogo do bicho.
Na manhã desta terça (10), agentes cumprem mandados de prisão contra 19 policiais — 17 militares, um penal e um civil — acusados de integrar o núcleo criminoso. O bicheiro, que já está preso em uma unidade federal, também foi alvo de um novo mandado. Pelo menos 12 mandados foram cumpridos.
As investigações apontam que o grupo era composto, em sua maioria, por agentes da ativa. Um ex-PM também está entre os investigados.
Eles eram responsáveis por fazer a segurança de pontos de exploração dos jogos ilegais em Bangu, na Zona Oeste. Para garantir a atividade criminosa, os denunciados também atuavam coagindo outros policiais da região para evitar ações que interrompessem a atuação da contravenção.
A operação conta com o apoio das corregedorias da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Os mandados estão sendo cumpridos em diversos endereços na capital, na Baixada Fluminense (Belford Roxo, Caxias, Nilópolis e São João de Meriti), em Mangaratiba e também na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde o bicheiro está preso.
Os envolvidos respondem por crimes como constituição de organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva, com agravantes pelo envolvimento de funcionários públicos.

